sábado, 5 de setembro de 2020

Gestão da mudança

Fonte: Google
 Vários empreendedores têm dificuldade em lidar com mudanças. 

A pandemia do Covid-19, só deu uma alternativa às empresas: ou muda, ou quebra.

 

Nos tempos em que a pandemia do Covid-19 tomou conta do mundo, administrar mudanças não é uma tarefa fácil. Os desafios para época normal, sem pandemia, já são imensos, imagina o quanto aumentaram nesta situação atípica.

Para gerir mudanças, o Professor John Kotter da Harward Business School, criou nos anos 2000, o que ele chamou de "modelo de oito etapas de Kotter". 

Revisitando o modelo, percebi que nada é mais atual que o modelo de Kotter, na gestão de mudanças.

 

Fiz uma livre análise do modelo e compilei as oito etapas elaborando uma sintetização para escrever este post. Assim, as oito etapas são as seguintes, adaptadas para este momento de pandemia:


Etapa 1 - Desenvolver as "cabeças" para a urgência- Abrir um diálogo franco com os funcionários sobre a situação atual do negócio frente à pandemia. O foco é convencer os funcionários de que a situação é extremamente difícil e, portanto, precisa de novas atitudes. Criar pequenas alterações no comportamento é fundamental. Se vários funcionários entenderem a necessidade da mudança, o senso de urgência se intensifica naturalmente. 

 

Etapa 2 - Criar alianças fortes- É fundamental conversar, explicar e convencer os formadores internos de opinião, para a necessidade da mudança. Lembre-se que os formadores de opinião, nem sempre são os gerentes/chefes. Muitas vezes são funcionários sem nenhum cargo de chefia, mas que exercem certa liderança sobre os demais.

 

Etapa 3 - Incentivar uma visão de mudança- As pessoas têm visões diferentes das diversas situações dentro da empresa. Envolver as pessoas-chave fará com que elas se sintam também responsáveis pela necessidade da mudança. A pandemia trouxe novos conceitos principalmente sobre serviços. Segurança e agilidade são desafios importantes a serem superados. Enxergar o cliente de outra maneira, também é desafio.

 

Etapa 4 - Veicular a visão de mudança- Divulgue sua mensagem a toda empresa independente da hierarquia. Fazer um bom e convincente "discurso" vai ajudar muito. Mostre o propósito da mudança. Não deixe as "fake news" se propagarem dentro da empresa.

 

Etapa 5 - Afastar possíveis obstáculos- As resistências de muitas pessoas podem se tornar obstáculos. Trabalhe arduamente para não atravancar as mudanças.

 

Etapa 6 - Prover vitórias pequenas e rápidas- Apresente indicativos concretos de que as coisas estão encaminhando-se para a direção certa. As vitórias imediatas e rápidas ajudam a criar a audácia para buscar as mudanças maiores.

 

Etapa 7 - Solidificar a mudança- Comemorar antes da hora não é uma boa política. As coisas mudam muito rapidamente, portanto solidificar as pequenas vitórias é base para a busca de desafios maiores.

 

Etapa 8 - Enraizar as mudanças na cultura corporativa- Cumpridas as sete etapas anteriores é preciso fundamentar nas rotinas de trabalho. Novos valores e comportamentos contemplados nas fases de mudança, agora passam a incorporar a cultura corporativa. Porém, isso não é por "decreto". É preciso que o líder não negligencie a parte emocional dos funcionários, fazendo com que eles percebam que os problemas decorrentes da necessidade de mudança, não se resolveram por conta, mas sim com o engajamento de todos. 

 

Por fim, considero este modelo extraordinário para a promoção da mudança, lembrando e ressaltando que o engajamento de todos é o melhor caminho. Não importa o tamanho da empresa, importa a necessidade, a vontade, a razão e o propósito para fazer as mudanças.


05 setembro de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Engenharia de Segurança no Trabalho e Indicadores de Segurança

Fonte: Google

 Uma das preocupações da Engenharia de Segurança é prevenir acidentes de trabalho, adequando os postos de trabalho, seguindo as recomendações legais melhorando assim, a qualidade de vida dos trabalhadores. 

Essas ações preventivas evitam ou minimizam que o trabalhador adquira doenças ocupacionais no desenvolvimento de suas atividades, bem como previne acidentes do trabalho.

 O atual cenário organizacional e empresarial exige gestores que apresentem uma postura adequada frente aos desafios que a segurança e a saúde do trabalho, lhes impõe. 

Ter um sistema de gestão na área de segurança e saúde ocupacional, proporciona à empresa impactos positivos em seu negócio. Cumprir os requisitos referentes à segurança e à saúde ocupacional tornam-se aspectos chaves para as empresas, pois apontam a sua preocupação com a responsabilidade social.

Assim, implantar indicadores de segurança do trabalho, para que as empresas façam uma melhor gestão de seus processos produtivos, respeitando, e, muitas vezes indo além da legislação trabalhista vigente, é um caminho para melhorar a gestão empresarial.

Diante deste contexto, as empresas que possuem um sistema de gestão da saúde e segurança do trabalho, permite que reduzam o número de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, além de proporcionar melhoria nas condições de trabalho dos funcionários. 

Os indicadores de segurança do trabalho são instrumentos que se utilizam de dados estatísticos para medir ou dimensionar eventos e também são utilizados para medir o desempenho de um sistema de gestão ocupacional. 

Sua importância está na capacidade de mostrar como está a segurança, a prevenção e a gestão no ambiente de trabalho. Os indicadores podem ser proativos ou reativos. 

Assim, após este estudo e uma livre análise do tema estudado, sugere-se às empresas utilizarem os seguintes indicadores proativos: 

a) controlar a utilização de EPI e EPC - Equipamento de Proteção Individual/Coletiva; 

b) identificar os riscos inerentes à operação; instalar CIPA e controlar número de membros;

c) implantar e medir frequência das auditorias nos sistemas de risco; 

d) implantar reuniões para tratar assuntos de segurança; 

e) medir os níveis de exposição aos riscos físicos, químicos e biológicos; 

f) medir quantidade de manutenções preventivas nos equipamentos; 

g) promover treinamentos periódicos aos funcionários. 

Como indicadores reativos, sugere-se: 

a) medir quantidade de dias sem acidentes de trabalho; 

b )medir quantidade de atos inseguros; 

c) medir número de incidentes; 

d) medir número de acidentes; 

e) medir número de afastamentos; 

f) medir quantidade de afetados por doenças ocupacionais; 

g) medir ocorrências somente com danos materiais; 

h) medir absenteísmo relacionado à doenças. 

Assim, com a implementação desses indicadores os gestores terão capacidade de tomar decisões mais assertivas, em relação a integridade do meio ambiente e a segurança ocupacional de todos os envolvidos nos processos.

Colaboraram com o estudo: Bruna Rigon, Bianca Chaves, Iasmim Teixeira e Sarah Rabaioli.

28 agosto de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM

domingo, 17 de maio de 2020

Está pensando na "Tecnologia 4.0" para sua empresa? Veja alguns cuidados necessários que antecedem a implementação


Que a Revolução Industrial 4.0 é uma realidade, não temos mais dúvidas.
Porém, achar que a maioria das empresas já estão nela , ainda é prematuro.
Fonte: Google

No Brasil, o debate sobre a Indústria 4.0, tem ganhado espaço de como conectar máquinas, sistemas e pessoas ao processo produtivo, utilizando os vários conceitos já disponíveis, como a Internet das Coisas, Big Data e conceitos de virtualização.

Para sua implementação, existem alguns pré-requisitos básicos que não podem ser negligenciados pela cúpula da empresa.
Acreditar que somente a "Tecnologia 4.0" vai resolver os problemas e alavancar resultados, é uma ilusão.

Por isso, veja se sua empresa não está cometendo alguns dos erros clássicos, listados a seguir, para evitar de implantar o "caos 4.0" ao invés da "Tecnologia 4.0". 
A implementação tem boas chances de dar errado em organizações que:

1. Organizações que enganam e tratam mal os clientes (prazo de entrega, péssimo pós-venda), que tratam mal os empregados (sem programas de incentivo e progressão) e que tratam mal os fornecedores;

2. Organizações cujos gestores resistem à mudanças e que contribuem para um clima organizacional péssimo elevando o clima de não comprometimento dos funcionários;

3. Organizações que se preocupam em cortar o "cafezinho" para reduzir custos ao invés de buscar a eliminação de desperdícios através de métodos já existentes e consagrados;

4. Organizações que não investem no treinamento de seus funcionários e que não incentivam a criatividade dos mesmos;

5. Organizações que falham na comunicação interna e que não têm ética em seus negócios;

6. Organizações que negligenciam o cumprimento das NR, sejam elas específicas da sua atividade, ou as genéricas tipo a NR4 e a NR17.

7. Organizações que não dão a importância devida à responsabilidade social, ao meio ambiente e à sustentabilidade ambiental;

8. Organizações que deixam suas máquina e equipamentos sucatear, não realizando manutenções preventivas e preditivas;

9. Todos os cuidados anteriores são importantes e necessários, porém o mais importante de todos (entenda-se: nenhum é excludente) é fazer uma "gestão lean" antes de investir na Tecnologia 4.0. Não automatize o caos.

Não há dúvidas que de que a Tecnologia 4.0 pode trazer muitos benefícios às empresas. 
Repetibilidade, consistência, objetividade, controle e principalmente redução de custos, são alguns dos benefícios possíveis com a implementação. 
Mas, não se iluda: o caminho é árduo, mas a chegada, se bem programada, pode ser recompensadora.

17 maio de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM


domingo, 8 de março de 2020

ARTIGOS ESCRITOS POR MIM PARA O SITE ADMINISTRADORES.COM

Como a busca pelos artigos as vezes pode ser um pouco complicada, resolvi fazer este resumo sobre todos artigos que escrevi para o site administradores.com, até fevereiro de 2020.

Convido meus alunos e amigos para a leitura, pois existem bons temas para pesquisa de trabalhos acadêmicos e também para aprendizado.

São 23 artigos escritos desde 2016 e estão em ordem cronológica do mais novo ao mais antigo.
Abaixo do título do artigo está o link que direciona para o site onde está hospedado o artigo.
 Àqueles que prestigiarem com sua leitura,
BOA LEITURA E PESQUISA!

23 - Feedback do querer e do saber
https://administradores.com.br/artigos/feedback-do-saber-e-do-querer


22 - Sete dicas para quando der um "branco" na hora de escrever
https://administradores.com.br/artigos/sete-dicas-para-quando-der-um-branco-na-hora-de-escrever-mario-mello

21 - Empreender é também administrar
https://administradores.com.br/artigos/empreender-é-também-administrar

20 - Os perigos da "espiral da morte" para os jovens empresários
https://administradores.com.br/artigos/os-perigos-da-espiral-da-morte-para-os-jovens-empresários


19 - Por que uma boa parte dos atendentes conversam entre si e não dão importância ao cliente que está em sua frente?
https://administradores.com.br/artigos/por-que-uma-boa-parte-dos-atendentes-conversam-entre-si-e-nao-dao-importancia-ao-cliente-que-esta-em-sua-frente


18 - Porque a educação empreendedora visando a responsabilidade social deve ser incentivada
https://administradores.com.br/artigos/porque-a-educacao-empreendedora-visando-a-responsabilidade-social-deve-ser-incentivada


17 - Filantropia: da tradicional a uma nova filantropia
https://administradores.com.br/artigos/filantropia-da-tradicional-a-uma-nova-filantropia


16 - A importância de controlar os "custos invisíveis" nas organizações
https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-de-controlar-os-custos-invisiveis-nas-organizacoes


15 - A importância de indivíduos e empresas trabalharem juntos para incrementar a sustentabilidade
https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-de-individuos-e-empresas-trabalharem-juntos-para-incrementar-a-sustentabilidade


14 - Dicas para ir bem no estágio em empresas
https://administradores.com.br/artigos/dicas-para-ir-bem-no-estagio-em-empresas


13 - A importância do capitalismo natural para o empreendedorismo e as mudanças nas práticas de gestão
https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-do-capitalismo-natural-para-o-empreendedorismo-e-as-mudancas-nas-praticas-de-gestao


12 - Turbine sua carreira com ações simples no dia-a-dia
https://administradores.com.br/artigos/turbine-sua-carreira-com-acoes-simples-no-dia-a-dia


11 - A importância da matemática aplicada à negócios
https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-da-matematica-aplicada-a-negocios


10 - O empreendedorismo e uma das faces do Balanced Scorecard
https://administradores.com.br/artigos/o-empreendedorismo-e-uma-das-faces-do-balanced-scorecard


9 - A dualidade do empreendedorismo por necessidade 
https://administradores.com.br/artigos/a-dualidade-do-empreendedorismo-por-necessidade


8 - Para empreender não tem idade
https://administradores.com.br/artigos/para-empreender-nao-tem-idade


7 - Inteligência emocional: clichê ou é importante para empreender? Parte 2
https://administradores.com.br/artigos/inteligencia-emocional-cliche-ou-e-importante-para-empreender-parte-2


6 - Inteligência emocional: clichê ou é importante para empreender?
https://administradores.com.br/artigos/inteligencia-emocional-cliche-ou-e-importante-para-empreender


5 - O jogo dos 7 erros no empreendedorismo
https://administradores.com.br/artigos/o-jogo-dos-7-erros-no-empreendedorismo


4 - Cinco razões para disseminar a educação empreendedora
https://administradores.com.br/artigos/cinco-razoes-para-disseminar-a-educacao-empreendedora


3 - O empreendedorismo e sua relação com o capitalismo natural
https://administradores.com.br/artigos/o-empreendedorismo-e-sua-relacao-com-o-capitalismo-natural


2 - A importância do uso de técnicas para empreender
https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-de-uso-de-tecnicas-para-empreender


1 - Profissionais e empresas éticas
https://administradores.com.br/artigos/profissionais-e-empresas-eticas


8 de março de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM




sexta-feira, 6 de março de 2020

AS QUATRO LIÇÕES DE CHURCHILL

Todos de alguma forma já ouviram falar de Winston Churchill (1874-1965).

Político britânico, segundo pesquisa da BBC nos anos 2000, foi considerado o maior britânico de todos os tempos.

Famoso, também, por ser um dos maiores, senão o maior, apreciador de charutos do mundo.

 Estatísticas não confirmadas (mas também não desmentidas) por sua filha Mary, dão conta de que ele tenha fumado cerca de 200.000 charutos durante toda sua vida.

Também considerado um dos homens mais corajosos do mundo, como primeiro-ministro britânico, durante a Segunda Guerra Mundial, carregou a última esperança de uma Europa democrática.

E, com sua astúcia e coragem, foi um dos principais algozes de Hitler, culminando com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Essa lendária figura deixou alguns legados que servem até hoje. Um deles é o que ficou chamado de "As quatro lições de Churchill":

1. Mirar alto;
2. Nunca permitir que os erros ou críticas o derrubem;
3. Não desperdiçar energia com rancores, dissimulação ou conflitos internos;
4. Deixar sempre espaços para alegrias e pequenas conquistas.

Por fim, disse Churchill sobre a conservação de energia das pessoas:
"Nunca se levante quando pode se sentar e nunca se sente quando pode se deitar."

E então? Dá para seguir as lições de Churchill?






PS: Como mais uma dica, para conhecer um pouco mais da vida de Churchill, indico o livro "O charuto de Churchill."
Um caso de amor na paz e na guerra.




6 de março de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM

domingo, 16 de fevereiro de 2020

VOCÊ SABE O QUE É UMA STARTUP UNICÓRNIO?

O Unicórnio é um animal da mitologia, que tem a forma de um cavalo, normalmente branco, e com um único chifre em espiral.
Animalzinho bastante usado em brinquedos de crianças, também tem outros significados.
Os mitos costumam nascer de elementos da natureza que realmente existem, dando-lhes o caráter fantástico para explicar sua criação.

O unicórnio é um mito que despertou fascínio durante séculos, retratado em várias culturas, como um "ser arredio e de grande força".

Certamente daqui tenha saído o nome dado à algumas startups.


As startups unicórnio são aquelas de valem mais de US$ 1 bilhão.

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABSTARTUPS), no Brasil são apenas 11 as unicórnio, dentro de um universo de cerca de 12.800 startups.

São elas: PagSeguro; Nubank; 99, Stone Pagamentos; iFood/Movile; Loggi; Gympass; QuintoAndar; Arco Educação, Ebanx e Loft.

Ainda segundo a ABSTARTUP, as startups têm sede em 602 cidades brasileiras sendo a região Sudeste a mais representativa com 46%, seguida da região Sul com 15%.

Destas 11 startups unicórnio, a iFood, a 99, a Nubank e a Gympass foram criadas por alunos de Engenharia e Administração da Universidade de São Paulo, a USP.
Aliás, segundo a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a USP em 2019, foi considerada a universidade mais empreendedora do país.

E então? 
Você jovem acadêmico, que tal aproveitar o ambiente empreendedor que as universidades, principalmente as públicas, proporcionam para criar sua startup?
Quem sabe ela não se transforma em uma startup unicórnio, também?
Vá em frente e enfrente!

16 fevereiro de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
UFSM



Texto baseado em matéria do uol.com.br


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

VOCÊ SE ACHA CRIATIVO?

Veja o que é importante e o que alguns gênios como Picasso, Einstein e Mozart faziam para melhorar suas performances.

O dicionário Aurélio define criatividade como: qualidade de criador
Define criativo como: criador; imaginação criativa
Simples né? SQN.

A criatividade nem sempre tem a ver com a inteligência. Somente a inteligência não é capaz de criar um trabalho excepcional.
O QI, por si só, não garante o sucesso.  

Picasso, Einstein e Mozart compartilhavam certas características em comum para expressar a criatividade em suas respectivas artes.

CARACTERÍSTICA 1 - DETERMINAÇÃO
As pessoas criativas são determinadas ao extremo. Muitas vezes a determinação indica o sucesso mais do que o talento. Isso porque, o talento sem ação não chega a lugar nenhum. A habilidade de perseguir e buscar, aquilo que você deseja, indica que você pode conseguir.

Einstein era obcecado e amava buscar a sua Teoria da Relatividade. Era inteligentíssimo, porém precisou trabalhar longos períodos para atingir seu objetivo - DETERMINAÇÃO.

CARACTERÍSTICA 2 - ARRISCAR, SAIR DA ZONA DE CONFORTO
Lidar com o desconhecido é um indicativo que você pode melhorar sua criatividade. 
O conhecido diplomata americano Benjamin Franklin (1706-1790) em uma de suas célebres frases, disse: "As pessoas que não ambicionam nada e não arriscam nada, não servem para nada".
Atingir o ápice de sua carreira, significa arriscar, sair da zona de conforto e ir além do conhecido.

Picasso, Einstein, Mozart valorizavam o processo de seus trabalhos tanto quanto os resultados. Eles acreditavam que os obstáculos (o desconhecido) serviam de oportunidades para o progresso de seus conhecimentos e para o atendimento do sucesso.

Picasso foi perguntado, certa vez, se ele sabia ao começar uma pintura, como ela ficaria no final e respondeu:
"É claro que não. Se eu soubesse, não estaria me aborrecendo com ela".

CARACTERÍSTICA 3 - DIRECIONAR A INSATISFAÇÃO PARA APRENDER E CRIAR
Os três gênios eram extremamente curiosos, abertos a novas ideias e persistentes, muito embora sofreram vários reveses em suas carreiras. Direcionar a insatisfação para fazer algo além é um dos princípios da criatividade. Na dificuldade você cresce. A maioria dos grandes inventos saíram da necessidade e dificuldade do inventor.

Mozart disse certa vez, quando perguntado sobre sua arte: "Sou comprometido com a música. As pessoas pensam que a arte é algo que vem fácil a mim. Mas eu garanto a você que não há ninguém mais devotado e que dedica tanto tempo a uma composição".

Dedicar-se para ultrapassar os obstáculos é o segredo.

Já Picasso, afirmou que estava sempre trabalhando em algo que não conseguia fazer. A insatisfação em não saber fazer, era o modo e o combustível para aprender fazer e superar os obstáculos.

Embora Einstein fora obcecado pela Teoria da Relatividade (e conseguiu prova-la) era extremamente curioso. Disse, certa vez: "Eu não tenho nenhum talento especial, sou apenas curioso". 
Modesto ele, não?

E então, você se acha criativo?
Se não, aprender com esses gênios é um bom caminho.


14 fevereiro de 2020
Professor Mario Fernando Mello
Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas 
UFSM
Texto baseado em matéria da Época Negócios.